sexta-feira, 27 de maio de 2022

Processo de Independência Brasil (América Portuguesa)

A independência do Brasil foi declarada em 1822 e esse acontecimento está diretamente relacionado com eventos que foram iniciados em 1808, ano em que a família real portuguesa, fugindo das tropas francesas que invadiram Portugal, mudou-se para o Brasil.

 


A chegada da família real no Brasil ocasionou uma série de mudanças que contribuiu para o desenvolvimento comercial, econômico e, em última instância, possibilitou a independência do Brasil. Além disso, o Brasil experimentou, em seus centros, um grande desenvolvimento resultado de uma série de medidas implementadas por D. João VI, rei de Portugal.

 

Instalado no Rio de Janeiro, o rei português autorizou a abertura dos portos brasileiros às nações amigas, permitiu o comércio entre os brasileiros e os ingleses como medidas de destaque no âmbito econômico.

 

Outras medidas de destaque são destacadas pelo jornalista Chico Castro:

 

“Tomou providências, um ano após a sua chegada, para que houvesse interesse pela educação e literatura brasileiras no ensino público, abrindo vagas para professores. Instalou na Bahia uma loteria para arrecadar fundos em favor da conclusão das obras do teatro da cidade; mandou estabelecer em Pernambuco a cadeira de Cálculo Integral, Mecânica e Hidromecânica e um curso de Matemática para os estudantes de Artilharia e Engenharia da capitania; isentou do pagamento de direitos de entrada em alfândegas brasileiras de matérias-primas a serem manufaturadas em qualquer província e criou, pela primeira vez no país, um curso regular de língua inglesa na Academia Militar do Rio de Janeiro”.

 

Essas e outras medidas que foram tomadas pelo rei português demonstravam uma clara intenção de modernizar o país como parte de uma proposta que fizesse o Brasil deixar de ser apenas uma colônia portuguesa, tornando-se, de fato, parte integrante do Reino de Portugal. Isso foi confirmado quando, em 16 de dezembro de 1815, D. João VI decretou a elevação do Brasil para parte do Reino Unido.

 

Isso, na prática, significou que o Brasil deixava de ser uma colônia e transformava-se em parte integrante do Reino português, que agora passava a ser chamado de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Essa medida era importante para o Brasil e, segundo as historiadoras Lilia Schwarcz e Heloísa Starling, a medida tinha como objetivo principal evitar que o Brasil seguisse pelo caminho da fragmentação revolucionária – como havia acontecido na relação entre EUA e Inglaterra"

 

"A presença da família real no Brasil havia proporcionado grandes avanços, mas, ainda assim, demonstrações de insatisfação aconteceram por meio da Revolução Pernambucana de 1817. A mudança da família real para o Brasil havia resultado em grande aumento de impostos e interferido diretamente na administração da capitania.

 

A Revolução Pernambucana de 1817 foi reprimida violentamente. Três anos depois dessa repressão, o rei D. João VI teve de lidar com insatisfações em Portugal que se manifestaram em Revolução Liberal do Porto de 1820. Esse foi o ponto de partida do processo de independência do Brasil.

 

Portugal vivia uma forte crise, tanto política quanto econômica, em consequência da invasão francesa. Além disso, havia uma forte insatisfação em Portugal por conta das transformações que estavam acontecendo no Brasil, sobretudo com a liberdade econômica que o Brasil havia conquistado com as medidas de D. João VI.

 

A Revolução Liberal do Porto eclodiu em 1820 e foi organizada pela burguesia portuguesa inspirada em ideais liberais. Um dos grandes objetivos dos portugueses era o retorno do rei para Portugal. Na visão da burguesia portuguesa, Portugal deveria ser a sede do Império português.

 

Outra reivindicação importante dos portugueses foi a exigência de restabelecimento do monopólio comercial sobre o Brasil. Essa exigência causou grande insatisfação no Brasil, uma vez que demonstrava a intenção dos portugueses em permanecer com os laços coloniais em relação ao Brasil. O rei português, pressionado pelos acontecimentos em seu país, resolveu retornar para Portugal em 26 de abril de 1821.

 

Na viagem de D. João VI, cerca de quatro mil pessoas retornaram para Portugal. O rei português, além disso, levou para Portugal uma grande quantidade de ouro e diamantes que estavam nos cofres do Banco do Brasil. Com o retorno de D. João VI, Pedro de Alcântara tornou-se regente do Brasil."
 

fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/independencia-brasil.htm

Filósofos Iluministas



O movimento Iluminista


O Iluminismo, também conhecido por Século da Luzes foi um movimento filosófico, intelectual e político que surgiu na Europa mas se expandiu por todo o mundo no final do século XVII e início do século XVIII.


Além de defender o saber científico e a racionalidade, as ideias iluministas se centravam em elementos como a igualdade, liberdade e fraternidade, ideias que nortearam a Revolução Francesa, a separação da Igreja e do Estado, a tolerância religiosa, e principalmente a oposição à monarquia absolutista e aos dogmas da Igreja Católica Romana.


Principais filósofos iluministas


A maioria dos filósofos iluministas compartilhava da mesma ideia central, mas cada um deles contribuiu de uma forma diferente para o movimento. Entre os pensadores que atuaram durante o movimento, os que mais se destacaram foram:


John Locke 
John Locke provavelmente é um dos filósofos iluministas mais conhecidos. O inglês, considerado o “pai” do liberalismo e fundador do empirismo, defendia a liberdade de expressão. Locke tinha algumas ideias polêmicas que causaram grandes conflitos na época. Contrariando os dogmas do catolicismo, o filósofo não acreditava que Deus tinha o controle sobre o destino dos homens. 

Voltaire
Voltaire foi um filósofo francês muito importante, suas ideias foram essenciais não só para o movimento iluminista, mas também apara a Revolução Francesa. Voltaire escreveu mais de 70 obras entre livros, romances, poemas e peças de teatro. Entre as temáticas escolhidas pelo autor estava a crítica a Igreja Católica (o que resultou em sua prisão), o liberalismo, e a crítica ao absolutismo.


Jean-Jacques Rousseau
Jean-Jacques Rousseau foi um filósofo suíço muito à frente do seu tempo. Naquele período, Rousseau já defendia a democracia direta e a soberania popular. Nesse sistema os indivíduos deveriam ter participação ativa nas decisões políticas. O filósofo também publicou muitas obras, sendo a principal delas “Do contrato Social”, de 1762.


Diferente dos outros iluministas, Rousseau não compartilhava da ideia do individualismo. Segundo o autor, a igualdade não seria alcançada se as pessoas tivesses propriedade privada. Para ele, o bem estar social só poderia ser alcançado se a posse de bens acabasse, todos deveriam ter acesso às mesmas coisas, compartilhar do mesmo poder. 


Montesquieu
Montesquieu foi um filósofo francês que atuou principalmente na área da política e da psicologia. Ele foi o responsável por construir a teoria de separação dos três poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário, que é utilizado atualmente no Brasil. Assim como os demais, Montesquieu também tinha um posicionamento contrário à monarquia e para evitar o domínio absoluto por parte dos monarcas, era melhor dividir o governo em três âmbitos. 


O grande problema dessa ideia é que o filósofo delimitava o acesso às pessoas que tinham renda e propriedades, ou seja, aqueles que faziam parte das camadas mais pobres não teriam direito de participar dessa estrutura. 


Adam Smith
Adam Smith foi um filósofo e economista francês. Ele é considerado o pai da economia moderna e é também uma referência quando o assunto é o liberalismo econômico. Foi Smith que instituiu os conceitos de auto interesse e o da “mão invisível” do mercado.


Durante a ascensão do capitalismo, suas ideias foram amplamente aceitas. O economista era contrário à intervenção do Estado na economia e a favor do livre mercado. Segundo ele, essa “mão invisível” seria responsável por balancear a economia. 


Denis Diderot
Denis Diderot também defendia o conhecimento racional e científico, o filósofo francês foi responsável pela primeira enciclopédia do mundo.  Juntamente com Jean Le Rond d ‘Alembert ele foi responsável por disseminar a filosofia iluminista por todos os lugares. Ambos negavam a influência de Deus sobre o destino dos homens e também acreditavam que qualquer forma de religião causava um desequilíbrio na sociedade.


Fontes : https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/filosofia/filosofos-iluministas




Revolução Americana - Documentario


 

terça-feira, 17 de maio de 2022

Simón Bolivar

 Nascido de uma familia arístocratica de Caracas, Bolivar é considerado um dos principais responsáveis pela organização das lutas pela independência da América Espanhola.ele liderou a independência de diversos países como Bolívia, Equador, Colômbia, Panamá , Peru e Venezuela, de onde foi presidente por mais de dez anos. Bolivar tinha um projeto politico de unidade latino-americana, amparado nas raízes culturais e nos interesses comum da população que vivia no continente. Com relação a este projeto as elites criollas de diversas partes da América viram de forma negativa o projeto pois temiam perder o poder já conquistado.

Com o fim das guerras os criollos assumiram o poder  e usaram este poder para fortalecer ainda mais seu poder econômico e submeter o restante da população aos seus interesses, tonaram-se senhores de exércitos particulares, perseguiam opositores políticos e reprimiam a população mais pobre, Esse tipo de liderança política e econômica ficou conhecida como caudilhismo.

A reforma agrária, que se encontrava nas propostas de muitos revolucionários, não foi efetivada, muitas propriedades aumentaram o tamanho.






A luta contra o domínio espanhol

 O movimento de contestação contra a metrópole ganharam mais força em 1807, quando tropas do imperador francês Napoleão Bonaparte invadiram a Espanha, Napoleão coloca no governo da França seu irmão José Bonaparte.

Os criollos destituem varias autoridades alegando que com a ausência do Rei, a soberania deveria retornar aos povos dominados e em 1810 a Espanha e a França entram em guerra, a Espanha busca retomar a sua independência ao mesmo tempo explode revoltas emancipacionistas na América.

Em 1811 Paraguai foi a primeira a declarar sua independência, em 1816 a Argentina, Em meados de 1840, apenas Cuba permanecia sendo colônia espanhola na América.




Filme documentário a Peste Negra