No decorrer do século XVIII, muitas pessoas enriqueceram em Minas Gerais. Com isto muito mandaram seus filhos para estudas na Europa, o mesmo acontecia em outras capitais. Ao Retornarem estes estudantes traziam consigo as ideias Iluministas.
Embora textos de filósofos iluministas fossem proibidos pela coroa eles circulavam e eram lidos nas cidades, outro fator impactante foi a independência dos Estados Unidos, que mostrou a possibilidade de se romper laços. Pouco a pouco, as insatisfações tomam a forma de contestações e criticas ao domínio português.
O quinto era 20% de todo ouro extraído de Minas Gerais, mas o ouro começou a ficar escasso, mas Portugal , manteve o quinto assim mesmo, isto correspondia a 100 arrobas (1500 quilos) e caso a cota não fosse cumprida a população deveria arcas com a diferença, esta tributação ficou conhecida como a derrama. As 100 arrobas deveriam ser coletadas anualmente.
Existiam outras tributações e em 1785 proibido atividades fabris e houve um aumento nos impostos de produtos que vinham da metrópole, aumentando a insatisfação.
Em 1788, a capitania de Minas Gerais não conseguiu completar as 100 arrobas de ouro devidas á Portugal, começaram rumores que as autoridades decretariam a derrama. Tais rumores causam inquietação, principalmente nas famílias mais abastadas e a partir deste momento a Elite mineira começou a conspirar contra o domínio português. A ideia era proclamar a república de Minas Gerais, com capital em São João del-Rei. O inicio do movimento estava marcado para o dia da derrama assim muitos insatisfeitos se uniriam a causa.

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